A medida que os anos passam, ficamos mais
cautelosos, observadores, tateamos muito bem cada terreno explorado (quando
exploramos), com a sagacidade de uma águia analisamos tudo, como criança
descobridora de um novo mundo, questionamos tudo, ouvidos aguçados, olhos que
vêem além do horizonte, percepção em câmera lenta de tudo ao nosso redor.
O início de cada ano é instigante,
misterioso, porém cheio de esperanças de que nada será como antes, é o cheque
em branco com fundos de milhares de possibilidades...é contagiante!
Caminho estreito, caminho reto, caminho
com curvas, caminho pedregoso, caminho arenoso, caminho bifurcado, caminho
arborizado, são tantos, e com vários destinos. Quero todos, mas posso um,
difícil escolher.
2016 também começou com promessas,
otimismo, mudança e força de vontade, eu não mudei e por consequência nada
mudou, me enganei, talvez, mas tentei!
Eu quis, eu quero, não consegui, lamento
e espero que um dia mude e seja sincero, permanente pra mim.
Não quero sonhos novos, quero realizar
sonhos antigos, eles são importantes, eu tava plenamente feliz, hoje não sei
mais.
Papel rasga, queima, molha, dá traça, se
acaba, se desfaz, volta a ser nada, saudade do nada, do que nunca foi, das
sensações irreais, dos devaneios de ilusões que hoje são concretos.
Quem me vê, me enxerga, eu sou mais que
tudo isso, mas eu amo a vida, amo a simplicidade e a intensidade que ela traz.
É...hoje eu não sei dizer, hoje eu não
quero dizer, talvez hoje eu não queira sentir, e quem sabe nem consiga dormir,
dia dois sem dois, é amor, mas nem tanto, nem tento, me amo.
